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Archive for fevereiro \08\UTC 2012

Campus Party #EDUCAPARTY

No segundo dia do Campus Party e dentro deste o EducaParty até meu MAC a 600 km  de distância travou devido ao calor (estava uma sensação térmica de 45 graus por aqui) e depois de umas 10 horas pulando de eventos online para o twitter passando por links de fotos e blogs, tumblrs e sites postados. Como disse uma professora: “Que bom q estou vivo para poder participar”, até a cpu travar.

Ontem acompanhei tres assuntos, primeiro o tal de cibridismo com a felomenal Martha Gabriel Uma grande descoberta para mim, aqui do interior do Brasil (vale a pena seguir @marthagabriel).

Paralelamente  a @marthagabriel outro asunto foi o Sugata Mitra, dentro do #educaparty. Sobre o Mitra, o João Mattar em um post de 2007 comentou sobre o Hole in the Wall. Este post merece ser visitado para reativarmos a discussão.

E dentro do #educaparty aconteceu na parte da tarde uma reunião/debate/assembléia, sei lá como chamar, onde tivemos a participação da querida Léa Fagundes que como sempre deu pitacos provocativos sobre educação.

No Cibridismo consegui estabelecer uma relação entre o tema e a educação. Cibridismo seria uma espécie de mudança cultural devido a vida online que se impõe junto a vida offline, uma viagem entre a realidade fisica e a realidade virtual q muitos acham ser sem volta e q tudo sera ON em breve, outros discordam totalmente e outros buscam mostrar que estas duas pontas na realdiade vão se aproximar cada vez mais.

Para entender um pouco ficam os vídeos abaixo:

E o core  destas abordagens de cibridismo se encaixa bem na situação da educação q debatemos já a alguns anos em nossa realidade mista de professores via twitter, blogs, redes sociais,eventos ON/OFF e eventos totamente OFF:

“Os alunos estão ON, a escola é imutávelmente OFF, e o professor sem pai nem mãe no meio destas realdades. Temos que  viver BEM, ter uma vida BOA na educação.”

Depois do cibridismo, veio a avalanche SUGATA MITRA, q lançou pela manhã, baseado em suas pesquisas, um projeto em São Paulo, participou do #educaparty a tarde e fechou com um conferencia no  #cpbr5 a noite.

Em síntese, e correndo o risco de me tornar antipático, o Mitra não trouxe nada de novo, nada que, talvez com outras palavras e abordagens, nós já não estejamos cansados de conversar sobre. A diferença é q dentro de um contexto especifico ele conseguiu comprovar as idéias de mudança de paradigmas na educação.

Comparando quatro situações de conteudos/atividades: interessante e relevante, interessante e ireelevante, desinteressante mas relevante e desinteressante e irrelevante (figura abaixo), Sugata Mitra abordou os yemas: a autonomia do aprendiz em sua própria aprendizagem (andragogia e heutagogia), a importância da “nuvem” e das “redes”, e o papel do professor.

 Idéias que foram debatidas via twitter:

  • Autonomia dos alunos
    • Alunos podem ser pilotos para descobertas e ajudar o professor na elaboração de novos métodos,  daí  explorar a escola por si próprias. Muito do trabalho já terá sido feito por elas mesmas.
    •  Somos todos aprendizes. Qual é a sua pergunta? Saber questionar a criança é fundamental.  Professores devem refletir sobre a autonomia das crianças.
  • Tecnologias, redes, nuvem
    • A tecnologia pode, sim, salvar a educação. Se você for um desenvolvedor de jogos, pense em entreter de maneira interessante, com certeza se pode aprender com jogos.  o celular virará um implante.
    • As midias sociais (Facebook) são como um pequeno mundo. Alunos preferem professores na escola e não em suas redes sociais. O professor não precisa usar o Facebook para ensinar, mas pode usar para provocar seus alunos.
    • Nunca houve nada parecido com as nuvens antes.. Nuvens não são novidades: Oxford era uma nuvem, Heidelberg era uma nuvem…mas eram nuvens fechadas em si mesmas. Os 1 e 0 possibilitaram o acesso de todos ao conhecimento.  Vc pode ensinar pelo menos 70# do que pretende ensinar só com a união da nuvem e da multidão  provocando autonomia dos alunos.  A nuvem é uma prótese para o cérebro.
  • E o professor
    • Dinâmica de ouvir e falar: oportunidades e vivências + próximas. A disposição em ouvir e compartilhar (empatia) como educação
    • Devemos pedir ao sistema que mude e não pedir ao aluno que não use o computador.  É na mistura de uma nova metodologia com tecnologia que conseguimos mudar a educação.  Temos que deixar de ser o piloto e ser o leme. O  professor não prende a atenção do seu aluno simplesmente por que não utiliza uma metodologia inovadora.

Deixando para o fim deste post, o encontro do #educaparty com a participação  da prof. LÉA FAGUNDES  (foi lançado o blog da professora). Foram mai de 200 educadores (300 segundo os presentes) que participaram de uma dinâmica.  Seguem alguns tuites:

Dinamica educaparty

  • O que dificulta a sua aprendizagem?
  • Saia do seu ponto de vista, conheça o novo!
  • Como trabalhar e realizar tarefas quando as coisas não são “do nosso jeito
  • O automatismo do concordo e discordo não permitem a reflexão.

  • “O mal da sociedade é que a educação incentiva a competição e não cooperação”
  • É preciso cooperação para criarmos um mundo novo, derrubar a extrema competitividade. Escala comum de valores.
  • Aprender é se divertir”
  • Criar um mundo novo. Parece que é só uma brincadeira, mas ensinar pode ser uma brincadeira.”
  • A mudança virá pela cultura digital.
  • Todos nós somos educadores da nova era, da descentração, da era digital.”
  • “Desenvolver-se é descentrar-se, sair de si mesmo.”

E ……..

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Campus Party e Educação

Um post a cada sete meses! Isto não é coisa de um “professor” amante da educação, mas acontece. Vamos ver se 2012 me anima a superar algumas dificuldades pessoais.

E para recomeçar nada melhor que aproveitar, senão o maior, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo que esta rolando esta semana em São Paulo. E como tecnologia, desde o surgimento da escrita, é ligada com educação, temos muito o que aprender neste evento (mesmo q não seja presencialmente).

Hoje, aos seis dias do mes de fevereiro do ano da graça de dois mil e doze, começou o Campus Party 2012 e vimos com alegria que este ano existe uma parte do evento dedicada a educação, o #educaparty que trara durante para o evento discussões sobre educação, tecnologias, e tecnologias para/na educação.

Imagem

A abertura do Educaparty trouxe o Pacheco, o Mitra, e nossa querida Léa Fagundes para debater sobre “Inovação em Educação e em Aprendizagem”. Segue abaixo alguns pitacos que capturei via Twitter de inúmeros colegas que acompanham o evento: @SoniaBertocchi, @CrisMattos, @renataaquino, @promichel, @luisguggen, entre outros tantos:

  • Pacheco: Por o digital a serviço da aprendizagem, onde faça sentido. Não “enfeitar” um modelo que já está falido. (aquario)
  • Guggen: Não é uma transição de educação que vivemos hj, mas uma transição de poder! Pedrada no aquário
  • Mitra: As crianças estão nos dizendo que a educação não está fazendo sentido. Nós temos que ouvi-las.
  • Mitra: criança tenta passar as págs. de revista como no iPad e reclamam qdo ñ funciona.
    Onde acontece isto, não em uma sala de aula no Brasil! (obs- em italico/cinza são inserções minhas)
  • Pacheco: A escola engole gente e vomita bagaço
    Complementando: A educação brasileira esta uma calamidade
  • Pacheco: Miopia dos educadores falando mal de computador e internet
    Esta deixando de ser um dos males dos educadores
  • Lilian Starobinas: Onde está o buraco na parede para os professores? Mitra: NAS CRIANÇAS!
    (elas devem mover a aprender, a trocar idéias com os colegas, a se conectar)
  • Morin: O valor do novo século é Empatia?
    O valor q precisamos, SEMPRE, é o AMAR!
  • O novo emergindo, transformando antigas estruturas.
    Qual, o q é este novo?
  • Alfasol: Como conectar as diversas redes de aprendizagem? Redes de redes como provocação…
    As redes estão se conectando naturalmente, lentamente, através de pessoas. É um processo de autopoiésis.
  • Os curriculos estão matando a aprendizagem entre as pessoas, as relações humanas nas escolas!
    é quase um de “ovo ou a galinha”, mas este debat não desce ao nível dos docentes/discentes, fica lá em cima com os “experts”
  • Pacheco: Paulo [Freire] era um precursor, era iluminado, já sabia que surgiria algo como a internet.
    Se não mudar, vamos torcer q o calendário maia esteja certo, sofreremos bem menos. 

E  a pouco, no final do dia, o @joaomattar publicou em seu blog um post sobre o Mitra e suas experiências q vale a pena ser lido e comentado “The hole in the wall

E fializando este primeiro dia de CampusParty tem ainda dois links muito bacanas e divertidos.

Quem tiver oportunidade passa por lá não perca a chance, quem não tiver de um jeito de seguir nas redes sociais, Tem muita coisa bacana, extraordinária acontecendo. Siga no twitter #educaparty e #cpbr5 e de lá voce acessa um admiravel mundo novo.

Até daqui a sete meses!

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